terça-feira, 29 de novembro de 2016

OS 60 ANOS DA EXPEDIÇÃO DO GRANMA


Foi no final de novembro de 1956 que uma expedição com 82 combatentes do "Movimento 26 de Julho" aglomerada em um pequeno iate - o famoso Granma, projetado para acomodar 12 pessoas - partiu para uma missão histórica, do em uma viagem do porto de Túxpan, no México, até a praia Las Coloradas, em Cuba.
Após navegar por vários dias em condições de carência e penúria, com uma atracagem forçada desastrosa em uma área pantanosa quase intransponível, o mini-exército de Fidel Castro foi então detectado, perseguido e metralhado por aviões da guarda-costeira, assim que chegou em solo cubano.
O grupo guerrilheiro se espalhou e foi aos poucos se desintegrando, na medida em que seus soldados eram cercados e mortos pelas tropas do Exército cubano que já os esperavam ao longo da costa. Um pelotão formado por Che Guevara, com apenas 4 homens que sobraram, subiu em direção às montanhas da Sierra Maestra para se encontrar com o grupo de Fidel, que contava com apenas 7 soldados.
         Em poucos dias, dos 82 revolucionários do Granma que zarparam do México, restaram apenas 11. Assim começava a Revolução Cubana, que triunfaria 2 anos depois.
"Nuestra grandeza a veces no se ve, porque es invisible para algunos, no se transa, porque no tiene valor comercial, no se esconde, porque es digna y pura. Pero, sí, se siente: en los pueblos liberados, en los enfermos atendidos y mejorados, en las personas alfabetizadas y educadas, en el deportista formado, en el artista expuesto. Y también la sienten nuestros enemigos. Y la sienten tanto que todos los días han estado presente los planes para acabar con esta grandeza. Esa es la razón por las cuales nos odian, por la idea que representamos, por el ejemplo que hemos dado. Hemos demostrado que con fuerza de voluntad y coraje, otro mundo, sí, es posible" 
(Fidel Castro).